O Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz abre sua primeira etapa com o Museu da Fundação Edson Queiroz, localizado na Unifor. O espaço terá quatro grandes exposições de arte, bibliotecas especializadas e recursos de acessibilidade, tornando-se um novo ponto de encontro para a cultura em Fortaleza.
Fortaleza receberá, a partir de 12 de novembro de 2026, um novo local focado na arte, na memória e no aprendizado. Nesta data, será inaugurada a primeira parte do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz. O projeto começa com o Museu da Fundação Edson Queiroz, que fica dentro do campus da Universidade de Fortaleza (Unifor). O museu ocupa quatro andares e terá exposições de arte, bibliotecas e atividades educativas, além de áreas dedicadas à conservação de acervos históricos.
Para Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz, a inauguração é um marco importante. Ela explica que o projeto visa aumentar o acesso da população à cultura e ao conhecimento.
- O museu será o primeiro do complexo a ser aberto ao público.
- Está localizado dentro da Unifor, facilitando o acesso para estudantes.
- Terá quatro andares dedicados a exposições e acervos.
- Inclui bibliotecas e espaços para educação.
- Será aberto a toda a comunidade fortalezense.
Um espaço para encontro e transformação social
Lenise destaca que espera que o complexo se torne um lugar de encontro e reflexão. O objetivo é aproximar diferentes públicos e usar a cultura como ferramenta de mudança social. O projeto também serve para homenagear o legado de Yolanda e Edson Queiroz, que sempre investiram em educação e cultura para o desenvolvimento da sociedade.
Programação de abertura com quatro exposições
A cerimônia de abertura contará com quatro mostras principais. Além da arte, o espaço terá áreas para pesquisa, literatura e atividades acadêmicas. Adriana Helena Moreira, vice-reitora de Extensão da Unifor, afirma que a localização é estratégica. "O novo museu nasce não apenas como um lugar para preservar e expor obras, mas como um espaço vivo de conhecimento, educação, convivência e descoberta, aberto à cidade e às pessoas", afirma.
Exposições de arte cearense, brasileira e internacional
Uma das principais atrações será a Bienal de Arte da Fundação Edson Queiroz. A mostra reúne 117 obras de 49 artistas e tem como título Povo por vir, uma referência ao filósofo Gilles Deleuze. A curadoria é de Lucas Dilacerda e o tema propõe uma reflexão sobre as formas de resistência nos dias de hoje. Outra exposição, chamada Espaço Yolanda & Edson, conta a história do casal fundador. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra usa uma abordagem sensorial para apresentar a trajetória pessoal e empresarial deles.
Acervos diversos e memória cultural
A exposição Escrevendo Tempos apresentará 129 obras. Ela reúne trabalhos de artistas do Ceará e do mundo, vindos das coleções da Fundação Edson Queiroz, do Museu de Arte da UFC (MAUC) e de acervos particulares. Já a mostra Constelações da Arte no Brasil exibirá mais de 200 obras do acervo da Fundação. O percurso mostra diferentes momentos da arte brasileira, destacando as influências africanas, indígenas e europeias. Entre os artistas presentes estão Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Antonio Bandeira, Alfredo Volpi, Chico da Silva e Daiara Tukano.
Integração com a vida universitária
Como faz parte da Unifor, o complexo também será parte da vida acadêmica. O átrio principal servirá como ponto de conexão, recebendo eventos como colações de grau, feiras de profissões e o Mundo Unifor. Estudantes de diferentes áreas poderão usar os espaços para pesquisa e aprendizado, integrando a cultura à rotina universitária.
Bibliotecas, cordel e pesquisa especializada
O complexo também vai preservar o patrimônio literário. Em uma próxima etapa, será inaugurada a Biblioteca de Acervos Especiais, dedicada a obras históricas raras. O conjunto inclui a Biblioteca Rachel de Queiroz, focada na obra da escritora cearense, e a Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel, que reunirá publicações de literatura de cordel.
Acessibilidade e sustentabilidade no projeto
O museu foi projetado para ser inclusivo. Ele terá réplicas táteis das obras, audiodescrição, elevadores em todos os andares e banheiros acessíveis. A comunicação visual usará alto contraste e será bilíngue, incluindo o Braille. Sobre a construção, a Fundação Edson Queiroz informa que o projeto foi sustentável. A redução no uso de concreto e aço evitou a emissão de cerca de 6 mil toneladas de gás carbônico, e o projeto ainda incorporou plástico reaproveitado na estrutura.
Funcionamento e horários de visitação
O museu funcionará de terça a sexta-feira, das 9h às 19h. Aos sábados e domingos, o horário será das 12h às 18h. Pessoas que forem sozinhas não precisam agendar. No entanto, grupos maiores precisarão fazer um agendamento prévio para garantir a organização da visita.

Complexo integrado à Unifor abre programação de abertura com quatro exposições. Foto: divulgação





