O documentário 'Divino: Sua Alma, Sua Lente', que conta a história do cineasta indígena xavante Divino Tserewahú, foi escolhido para participar da mostra competitiva do 54º Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do Brasil. O filme, dirigido por Gilson Moraes da Costa e Clea Torres, mostra os 35 anos de carreira de Tserewahú e será exibido entre os dias 12 e 22 de agosto.
O documentário 'Divino: Sua Alma, Sua Lente', que conta a história do cineasta indígena xavante Divino Tserewahú, foi selecionado para a mostra competitiva do 54º Festival de Cinema de Gramado. Considerado um dos principais eventos de cinema do país, o festival será realizado entre os dias 12 e 22 de agosto.
- O filme foi dirigido por Gilson Moraes da Costa e Clea Torres, com codireção do próprio Tserewahú.
- O documentário celebra os 35 anos de carreira do cineasta, que registra a cultura do povo xavante.
- A produção conta a história desde a chegada da primeira câmera VHS à comunidade de Sangradouro.
- O projeto conta com o apoio do Núcleo de Produção Digital da UFMT, Campus do Araguaia.
- A obra foi financiada pela Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo de Mato Grosso e do Ministério da Cultura.
Dirigido por Gilson Moraes da Costa e Clea Torres, com codireção de Tserewahú, a obra destaca a contribuição do cineasta, que há 35 anos registra a cultura, o cotidiano e as transformações de seu povo. A narrativa parte da chegada da primeira câmera VHS à comunidade de Sangradouro e acompanha a construção de sua relação com o audiovisual.
Cinema indígena feito a partir do próprio olhar
Divino Tserewahú explica que o documentário registra sua história com a câmera, sua relação com a comunidade e os desafios enfrentados desde o início da carreira. Atualmente, ele também atua como professor de cinema indígena, compartilhando seus conhecimentos com jovens xavantes.
"Cinema indígena é feito por nós, por indígenas, por meio dos nossos conhecimentos, dos nossos olhares e dos nossos pensamentos. Não é somente uma imagem bonita, mas aquilo que ela significa para o nosso povo", afirma.
Para o cineasta, a participação em Gramado permitirá que novos públicos conheçam a realidade do povo xavante e a produção audiovisual desenvolvida nas aldeias.
"Espero que as pessoas aprendam e passem a respeitar, por meio das imagens, a existência da cultura e da linguagem indígena. O festival vai possibilitar que muitos cineastas e espectadores conheçam o meu trabalho e as obras que faço no cinema", conclui.
Projeto auxilia produções independentes
Criado em 2014, o NPD atua na formação de profissionais, na difusão de produções e no apoio à realização de obras audiovisuais. O projeto de extensão oferece suporte técnico, equipamentos, logística, criação e acompanhamento de campo para produções independentes, especialmente aquelas relacionadas a questões sociais, comunidades vulnerabilizadas e minorias étnicas.
Para Gilson Costa, diretor do filme e coordenador do NPD, a seleção representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido coletivamente e amplia a visibilidade das ações realizadas pela Universidade na região do Araguaia.
"Estar no Festival de Gramado é motivo de muito orgulho, porque levamos o nome da UFMT, do Campus do Araguaia e do NPD para uma importante janela de divulgação. O filme também apresenta as ações e os projetos de extensão desenvolvidos no âmbito da Universidade", afirma.
O Núcleo trabalhou em parceria com Clea Torres, egressa do curso de Jornalismo da UFMT e proponente do projeto. Segundo Gilson, a atuação continuada do NPD contribuiu para transformar Barra do Garças e a região do Médio Araguaia em referências na produção audiovisual de Mato Grosso.
"Esses filmes ajudam a contar a história do Araguaia e a preservar nossa memória, diversidade étnica, riqueza cultural, paisagens e modos de vida. Essa é a força dos projetos de extensão voltados à cultura e às artes", destaca.
A obra audiovisual é realizada com apoio do Núcleo de Produção Digital (NPD) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus do Araguaia, e foi financiada pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Divino Tserewahú, cineasta xavante, em cena do documentário






