A Copel trocou 4.048 postes danificados por tempestades associadas ao El Niño, um número 40% maior que as colisões de veículos em todo o ano anterior. A substituição custou R$ 11 milhões e afetou especialmente Maringá, atingida por tornado.
Os eventos climáticos severos ligados ao El Niño deixaram um rastro de destruição na rede elétrica do Paraná. Entre setembro e início de novembro, a Copel trocou 4.048 postes derrubados pelas tempestades. Esse volume é 40% maior que o de postes quebrados por colisões de veículos em quase um ano em todo o estado.
De 1º de janeiro a início de novembro, 2.891 postes foram substituídos após batidas de carros. No mesmo período dos temporais, de 1º de setembro a 5 de novembro, apenas 504 postes sofreram danos por acidentes de trânsito. Isso mostra que os temporais quebraram 703,17% mais postes do que os motoristas no mesmo intervalo de tempo.
- A Copel investiu cerca de R$ 11 milhões para trocar mais de 4 mil postes destruídos.
- A troca de um poste pode levar de 3 a 6 horas, dependendo do clima e do local.
- Maringá foi atingida por um tornado categoria EF2, com ventos de até 253 km/h.
- 89 mil unidades consumidoras ficaram sem energia em Maringá, cerca de 40% da cidade.
- Desde 2023, o número de temporais severos no Paraná aumentou de 12 para 20 por ano.
O comparativo considera apenas os postes, sem incluir transformadores, religadores automáticos ou cabos rompidos. Os efeitos das tempestades derrubaram estruturas inteiras. Para recuperar a rede, a companhia usou recursos destinados a emergências climáticas.
Segundo Paulo Valadão, superintendente de Construção e Manutenção de Redes da Copel, cada substituição leva de três a seis horas. O tempo varia conforme as condições do terreno, o clima e os equipamentos instalados. Esses fatores atrasam a religação da energia para os clientes.
Impacto dos eventos climáticos extremos no estado
O Paraná enfrenta uma série de fenômenos climáticos intensos previstos para o fim do ano. Na segunda-feira (2), no Dia de Finados, Maringá, no Noroeste, foi atingida por um tornado categoria EF2. Os ventos variaram entre 180 km/h e 253 km/h.
Por volta das 7h02, cerca de 89 mil unidades consumidoras de Maringá ficaram sem luz. Isso representa 40% da cidade. O temporal quebrou 372 postes, cortou quilômetros de cabos e danificou equipamentos da rede elétrica.
A Escala Fujita Aprimorada classifica os tornados pela velocidade do vento. EF0: 105 a 137 km/h; EF1: 138 a 177 km/h; EF2: 178 a 218 km/h; EF3: 219 a 266 km/h; EF4: 267 a 322 km/h; EF5: acima de 322 km/h.
Esses fenômenos são classificados como leves (EF0 e EF1), que duram poucos minutos; fortes (EF2 e EF3), que passam de 20 minutos; e violentos (EF4 e EF5), que podem durar mais de uma hora.
Mapa dos tornados e aumento das tempestades no Paraná
De janeiro a novembro, o Simepar registrou 13 tornados entre EF1 e EF2 em regiões diferentes do Paraná. Houve dois em janeiro, um em fevereiro, seis em junho, um em agosto, dois em setembro e um em novembro.
Além dos tornados, ventos descendentes, granizo e chuvas fortes também danificaram a rede elétrica. Em 4 de outubro, no primeiro turno das eleições, 325 mil unidades ficaram sem energia. A Copel restaurou mais de 90% desse número em menos de 24 horas.
Em anos recentes, os eventos climáticos severos aumentaram. Entre 2020 e 2022, a média era de 12 grandes temporais por ano. Entre 2023 e 2025, esse número subiu para 20 tempestades severas.
Redução das colisões veiculares com postes
As quebras de postes por veículos caíram em relação ao ano anterior. De 1º de janeiro a 5 de novembro de 2025, foram 3.116 substituições. No mesmo período de 2026, foram 2.891, uma redução de 7,2%.
Em 2025, o total de colisões fechou o ano com 3.610 postes trocados. Esses acidentes podem causar apagões em casas, comércios, indústrias e serviços essenciais até os reparos serem concluídos.

Temporais danificam postes no Paraná. Foto: Copel











