26 de agosto de 2026

Búzios inaugura banco vermelho para não esquecer vítimas de feminicídio

Cidades Feminicídio 26/08/2026 08:10 Douglas Corrêa (Agência Brasil) agenciabrasil.ebc.com.br

Em Búzios (RJ), um banco vermelho foi inaugurado na Praça dos Ossos para lembrar mulheres vítimas de feminicídio. O local homenageia Ângela Diniz, morta em 1976, e reforça a luta contra a violência doméstica.

A prefeitura de Búzios, no Rio de Janeiro, promoveu nessa terça-feira (25) uma ação chamada "Búzios por Elas" na Praça dos Ossos. O objetivo foi levar informações sobre os serviços de proteção e orientação às mulheres.

O que é o Banco Vermelho

O local escolhido tem um motivo importante. O Banco Vermelho vai homenagear Ângela Diniz, uma mulher que foi morta em 1976 e que tem ligação com a história da praça.

  • Feminicídio é crime e pode ser denunciado pelo Ligue 180.
  • Ângela Diniz foi morta pelo companheiro em 1976.
  • O lema "quem ama não mata" nasceu desse caso.
  • O banco vermelho é um símbolo mundial de luta contra a violência à mulher.
  • A prefeitura quer aproximar a população dos serviços de proteção.

O caso Ângela Diniz

Essa homenagem não é só para Ângela, mas para todas as mulheres que tiveram suas vidas tiradas pela violência. Ela reforça a necessidade de prevenir e combater o feminicídio.

Ângela Diniz, conhecida como "Pantera de Minas", foi morta a tiros em 30 de dezembro de 1976 pelo companheiro Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street. O crime aconteceu na casa de veraneio dela, na Praia dos Ossos, em Búzios.

Antes do crime, eles discutiram muito porque Ângela queria terminar o namoro. Doca atirou quatro vezes de perto contra ela, que tinha 32 anos.

O caso gerou uma grande comoção no país e virou um dos primeiros grandes debates sobre violência contra a mulher e feminicídio no Brasil.

Justiça e mudança

No primeiro julgamento, em 1979, o advogado de Doca, o ex-ministro do STF Evandro Lins e Silva, usou a tese de "legítima defesa da honra". Ele disse que Doca tinha matado por amor e que foi provocado pela vítima.

Doca foi condenado a uma pena muito leve: apenas dois anos de prisão. Ele ainda pôde cumprir em liberdade.

As pessoas ficaram revoltadas com a decisão e os movimentos feministas protestaram em todo o Brasil. Foi nessa época que nasceu o lema "quem ama não mata", que mudou para sempre a discussão sobre a violência contra a mulher.

Por causa da pressão popular, o julgamento foi anulado. Um novo julgamento aconteceu e Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado.


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