O Ministério Público de Mato Grosso está pedindo estudos para avaliar se a usina hidrelétrica de Manso é a culpada pela seca no Pantanal. A investigação busca entender o impacto da operação da usina e proteger o bioma.
O Ministério Público de Mato Grosso pediu à Justiça para acompanhar de perto os efeitos da usina de manso sobre o rio Cuiabá e as áreas alagadas do Pantanal. O objetivo é garantir que os estudos previstos sejam executados para descobrir as consequências da usina na região.
A usina também é um dos pontos da investigação. Estudos mostram que o reservatório pode estar interferindo no ciclo das cheias, o que prejudica a natureza, as plantas e os animais.
- O MP quer entender o que a usina faz com a água do rio
- A seca no Pantanal pode ter causa na operação da barragem
- Regiões como Chacororé e Siá Mariana podem ser afetadas
- Moradores, pescadores e ribeirinhos reclamam da falta de água
- Os estudos devem indicar ações para recuperar o Pantanal
No entanto, a usina não é a única culpada. Outros fatores como o acúmulo de areia, mudanças no ambiente e eventos extremos ajudam piorar a seca. O MP quer analisar tudo junto.
Entre os pedidos, o MP cobra que o estado e a secretaria de meio ambiente apresentem informações sobre os estudos previstos em um acordo legal. Esses estudos devem mostrar como liberar água da usina para manter o Pantanal com a luz.
As informações são essenciais para planejar a renovação das áreas úmidas e manter a biodiversidade. Também foram incluídos dados colhidos durante uma expedição no projeto Travessia.
Nas audiências públicas, a população comentou que está difícil ter água para sobreviver. Na estrada Transpantaneira, a equipe viu zonas secas e alterações no fluxo dos rios.
O relatório técnico recomenda aprofundar as análises sobre tudo que afeta o balanceamento do Pantanal. O fenômeno El Niño Já é uma preocupação e causa expectativa de nova seca.
O MP defende medidas preventivas e mais agilidade na conclusão dos estudos. Além disso, pedem a atualização sobre a vazão da usina e o nível da água no rio Cuiabá, principalmente em Barão.
Para o Ministério Público, essas informações serão fundamentais para saber o impacto da usina e proteger o Pantanal. O pedido foi assinado pela procuradora Ana Luiza e vários outros promotores.

Imagem ilustrativa do Pantanal





