29 de julho de 2026

Ponte quebrada coloca em risco moradores em Tangará da Serra

Cidades Infraestrutura 29/07/2026 07:20 Rogério Júnior, Lidiane Moraes e Primeira Página primeirapagina.com.br

A ponte de madeira do Assentamento Antônio Conselheiro está destruída e 90 famílias precisam se arriscar para atravessar o Rio Sepotuba. A Defesa Civil acompanha o caso e os moradores pedem uma ponte de concreto.

A lanchonete da dona Edna Aparecida Liberato já não tem o mesmo movimento de clientes que tinha há quatro anos. Isso porque o acesso até o local passa por uma ponte de madeira de aproximadamente 120 metros que está quebrada e não oferece segurança mínima para quem passa.

A estrutura fica às margens do Rio Sepotuba, na divisa dos municípios de Tangará da Serra e Barra do Bugres, dentro do assentamento Antônio Conselheiro. Segundo a comerciante, o movimento caiu desde que a travessia se tornou perigosa.

  • 90 famílias dependem da ponte para acessar saúde e educação
  • A rota alternativa mais segura fica a 40 km de distância
  • Um ônibus escolar quase caiu na ponte, mas não houve feridos
  • A ponte já pegou fogo no passado e nunca foi reformada
  • Moradores pedem construção de uma ponte de concreto no local

É bem crítico, porque todo mundo precisa dessa ponte, principalmente para transporte grande, como caminhão que já não pode mais passar. Teve o caso de um ônibus escolar que quase caiu, mas graças a Deus não aconteceu coisa pior, contou ela.

Em fevereiro deste ano, uma equipe técnica da Secretaria de Infraestrutura de Tangará vistoriou o local e constatou os problemas na estrutura da ponte. Desde então, a situação piorou. Ao menos 90 famílias dependem da travessia, o que limita o acesso à saúde e à educação.

A outra alternativa de passagem mais segura fica a 40 km, o que aumenta a viagem em mais de 1 hora. Para o agricultor Edvaldo de Almeida Augusto, essa rota alternativa acaba não compensando.

Já fizemos um abaixo-assinado pedindo madeiras da Sema que estão apreendidas, mas até hoje não tivemos sucesso. Eles alegam questão política neste ano, mas a população fica correndo risco de sofrer acidente. Ficamos com medo de acontecer algo grave com quem precisa usar a ponte. Por outro lado, se interditar vai ser pior, porque tem que dar uma volta muito grande, disse.

Já Milton Pereira dos Santos, trabalhador rural que ajudou a erguer as primeiras vigas da ponte, disse que a melhor saída é construir um acesso de concreto. Desde a primeira vez que essa ponte quebrou e colocaram fogo, ela está assim. Nunca mais melhorou. Para melhorar, tinha que ser de cimento. Mas aí fica uma briga entre municípios, sugeriu.

O município de Barra do Bugres, responsável oficial pela ponte, informou que já solicitou madeiras para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), mas não teve resposta. Já a Defesa Civil estadual disse que acompanha a situação e orientou a gestão pública a decretar emergência pública no local.


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