O governo de São Paulo anunciou que os parques estaduais da cidade vão participar do Programa Muralha Paulista, um sistema de segurança com câmeras e tecnologia. O primeiro parque a receber as câmeras será o Parque Bruno Covas, que terá 22 câmeras instaladas em 19 pontos importantes para vigiar o local e ajudar a prevenir crimes.
Os parques estaduais urbanos administrados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) vão fazer parte do Programa Muralha Paulista. Esse programa é uma iniciativa do Governo de São Paulo que usa tecnologia para deixar a segurança pública mais forte. A ideia é integrar sistemas de monitoramento, compartilhar informações e usar câmeras inteligentes. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10) durante a Semana do Meio Ambiente, que aconteceu no Parque Ecológico do Tietê, na zona Leste de São Paulo.
O primeiro parque a entrar no programa será o Parque Bruno Covas, que fica na capital. Ele vai ganhar 22 câmeras inteligentes colocadas em 19 lugares estratégicos. Esses lugares foram escolhidos depois de estudos feitos pela Semil, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e pela EMAE. A previsão é que tudo fique pronto em até 60 dias depois da assinatura do contrato.
- Primeiro da lista: O Parque Bruno Covas é o primeiro a receber as câmeras, mas outros parques também vão entrar no programa.
- Tecnologia avançada: As câmeras conseguem ler placas de carros e reconhecer rostos, ajudando a encontrar criminosos.
- Drones na fiscalização: A SSP vai dar dois drones para ajudar a vigiar os parques e áreas de desmatamento.
- Mais parques: Depois, outros parques como Chácara da Baronesa, Jequitibá e Parque da Juventude também devem receber o sistema.
- Segurança em tempo real: As imagens das câmeras vão para uma central que monitora tudo e pode ajudar a polícia a agir rápido.
As câmeras vão ser ligadas à infraestrutura do Programa Muralha Paulista. Isso significa que as imagens, alertas e informações importantes para a segurança poderão ser compartilhados. Com essa tecnologia, a vigilância no parque vai aumentar, ajudando a acompanhar o movimento de pessoas e monitorar as áreas mais sensíveis.
Essa ação mostra como os órgãos do governo estão trabalhando juntos para proteger quem frequenta os parques, cuidar do patrimônio público e dar mais segurança perto do Rio Pinheiros e das áreas verdes da cidade.
A SSP também vai dar dois drones para ajudar na fiscalização ambiental. Esses drones vão ser usados para monitorar os parques e áreas onde pode haver desmatamento, ajudando as equipes em campo.
"A integração dos parques urbanos ao Programa Muralha Paulista é um grande passo na gestão dessas áreas. Estamos usando tecnologia e inteligência para deixar os visitantes mais seguros, proteger o meio ambiente e fazer o trabalho das equipes ser mais eficiente", disse o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jonatas Trindade.
"Segurança pública é feita com presença, inteligência e tecnologia. A entrada dos parques estaduais no Muralha Paulista aumenta o monitoramento, ajuda a evitar crimes e dá mais agilidade para a polícia. É o Governo de São Paulo usando tecnologia para proteger as pessoas, o patrimônio público e os lugares onde a população se encontra", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Próximos passos
O Parque Bruno Covas é o primeiro de uma série de parques que vão entrar no Muralha Paulista. Os próximos projetos serão feitos um de cada vez, com estudos que vão analisar as características e necessidades de cada parque.
A segunda fase vai incluir estudos para colocar o sistema em outros parques estaduais urbanos administrados pela Semil, como a Chácara da Baronesa, no ABC Paulista; o Jequitibá, em Cotia; o Maria Cristina, na zona Leste de São Paulo; e o Parque da Juventude, na zona Norte da capital.
Nesses parques, a Semil vai cuidar da infraestrutura necessária, como energia elétrica, internet e fibra óptica. A previsão é que os projetos técnicos fiquem prontos em até 120 dias depois da assinatura do contrato.
As soluções de monitoramento serão feitas de um jeito especial para cada parque, considerando suas características e as necessidades de cada lugar.
Muralha Paulista
O Muralha Paulista é um programa que usa câmeras ligadas entre si, incluindo leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos que monitoram em tempo real. Essa rede junta câmeras e sensores de órgãos públicos e privados com bancos de dados e informações de localização, ajudando a polícia a analisar e responder mais rápido.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e usam reconhecimento facial para encontrar foragidos da Justiça automaticamente. Elas também ajudam a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos roubados, lendo e analisando as placas.
A tecnologia dificulta a fuga dos criminosos, restringe as rotas de saída e aumenta a capacidade de resposta da polícia. Quando os criminosos são identificados e presos, fica mais difícil eles cometerem os mesmos crimes de novo.

A primeira unidade contemplada será o Parque Bruno Covas, na capital paulista, que receberá 22 câmeras inteligentes distribuídas em 19 pontos estratégicos Foto: Divulgação/Governo de São Paulo





